Após dúvida sobre permanência na Série D, Vilhena viaja para Boa Vista



Lobo do Cerrado fez viagem de ônibus até MT, de onde segue de avião até RR. Toda a saga deve durar 26 horas, passando ainda por São Paulo, Brasília e Amazonas.


Quase às escondidas e sem muito barulho para não chamar a atenção da imprensa ou mesmo de torcedores, o Vilhena embarcou para o confronto com o Náutico-RR, que acontece às 17h (de Brasília), do próximo domingo (30), no estádio Ribeirão, na capital roraimense. A viagem deve durar cerca de 26 horas, e o time deve passar por quatro estados, além de Rondônia e Roraima. Até o início da noite de quinta-feira, havia dúvida se o grupo viajaria para cumprir o jogo da oitava rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. O presidente José Carlos Dalanhol garantiu que mandou o clube fechar as portas e proibiu os jogadores de continuarem os treinamentos.
Mas, por volta da 00h desta sexta-feira, a delegação do Lobo do Cerrado deu início ao longo caminho até o extremo Norte do país. Em Vilhena, quatorze jogadores, mais a comissão técnica saíram de ônibus numa viagem de cerca de 12 horas até o aeroporto em Várzea Grande (MT). De lá, o grupo segue de avião, passando por Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Manaus (AM), para enfim chegar em Boa Vista. A previsão é que a delegação chegue em Roraima na madrugada de sábado, por volta das 2h.
Comandado pelo técnico Marcos Birigui, seguiram o goleiro Wagner, os laterais Portela e Maicon; os zagueiros Vinicius, André Morosini e Pablo; os meias Edilsinho e João Victor, os atacantes Souza e Lucas Andrade, e os volantes Cucaú, Dourado e Tuquinha.
Desde a segunda-feira (24), havia a incerteza da continuidade do time na competição. O presidente José Carlos Dalanhol mandou fechar as portas e impediu que os jogadores realizassem os treinos. Com salários atrasados e sem perspectiva de conseguir qualquer patrocínio, Dalanhol não confirmou a desistência da Série D e dizia acreditar que ainda pode haver uma "luz no fim do túnel" para reaver a situação. Porém, o dirigente já falava que os jogadores estariam voltando para suas casas.
Já o capitão da equipe, o meia-atacante Edilsinho anunicou o fim do clube e agradeceu a toda a equipe. Em vídeo gravado na última terça-feira, o jogador disse que havia chegado ao limite e não tinha  mais forças para continuar. Na tarde de quinta-feira, por telefone, Edilsinho disse que ainda não havia nada programado para a viagem e que, provavelmente, a delegação não iria.
GloboEsporte.com tentou falar com o presidente do clube, mas as ligações não foram atendidas. Os jogadores não quiseram dar entrevista.
Náutico-RR e Vilhena se enfrentam no próximo domingo (30), às 17h (de Brasília), no estádio Ribeirão, em Boa Vista. O GloboEsporte.com fará a trasmissão em Tempo Real.
29 agosto 2015
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo

Desmanche, diretor fora e futuro incerto: VEC não sabe se segue na D

Presidente José Carlos Dalanhol manda fechar as portas do clube, mas não confirma a desistência do Campeonato Brasiliero Série D. Falta até alimentação para atletas.


O confronto entre Náutico-RR e Vilhena, pela oitava rodada da Série D do Brasileirão, programado para o próximo domingo (30), às 17h (de Brasília), no estádio Ribeirão, em Boa Vista, pode não acontecer. Sem estrutura e quase sem alimentação para os jogadores, o time rondoniense foi dispensado dos treinos. Com salários atrasados e sem perspectiva de conseguir qualquer patrocínio,o presidente José Carlos Dalanhol mandou fechar as portas do clube. Mesmo assim, não confirma a desistência da competição e acredita que ainda pode haver uma "luz no fim do túnel" para reaver a situação.
Em conversa por mensagem telefônica, Dalanhol diz que ainda luta para não abandonar a competição. Sobre o elenco, o cartola afirma que está "batalhando" para que os jogadores voltem para suas casas.
- O VEC não abandonou (a Série D). Vilhena (a cidade) abandonou o VEC. Se nós desistirmos, não vamos informar nem a Federação de Futebol do Estado de Rondônia e nem a CBF - escreveu o presidente do clube, também conhecido com Gaúcho.
Segundo o presidente e o técnico Marcos Birigui, a alimentação para o time começou a faltar nesta semana e não há recursos para comprar os produtos. 
DESMANCHE

A crise se instaurou definitivamente na última segunda-feira (24), quando os jogadores fizeram um treino na parte da manhã, mas foram impedidos de prosseguir o cronograma na parte da tarde. Dalanhol reteu todo o material necessário, inclusive bolas e uniformes. Comissão técnica e jogadores, mesmo com salários atrasados, queriam continuar. Uma reunião foi agendada com o elenco, mas nada adiantou. O anúncio do fim foi feito pelo capitão do time, o atacante Edilsinho.

- Nós, seres humanos, temos limite. Agradeço a molecada, em nome de toda a cidade, porque eu sou de Vilhena, mas está insustentável nós virmos treinar. Agradeço os meninos que ficaram até aqui, que lutaram, que continuem seus sonhos, porque tudo que eles fizeram aqui eles vão colher mais pra frente. Se a gente continuar agora, as dívidas só vão aumentar e não tem expectativa dessa molecada ir embora com um real no bolso. Eu tinha fé de acontecer alguma coisa diferente, mas infelizmente hoje foi o fim! - afirmou Edilsinho na tarde da última terça-feira (veja vídeo da entrevista completa acima).
Segundo a tabela da Série D, o Vilhena enfrentaria no domingo o Náutico-RR,fora. Em seguida, receberia o Nacional-AM e encerraria a primeira fase da competição contra o Remo, no Pará. Com cinco pontos e na terceira colocação, o time ainda sonhava com a classificação. O GloboEsporte.com ligou para o presidente José Carlos Dalanhol nesta quinta-feira, mas quando questionado sobre a viagem, ele disse que não quer falar e desligou o telefone.
Já Edilsinho, por telefone, informou que estava em casa à espera de um novo clube para treinar. 
- Provavelmente não vamos, porque não tem nada programado. O programado é parar de trabalhar - disse o atacante por telefone sobre a viagem até Roraima.
DIRETOR DE FUTEBOL DEIXA CARGO

O diretor de futebol José Natal Pimenta Jacob deixou o time também na última segunda-feira. Em entrevista à Rede Amazônica Rondônia, ele explicou que por falta de poder de decisão, não se sentia a vontade para continuar. Natal explicou que todas as decisões são tomadas pelo presidente José Carlos Dalanhol, por ele ser o maior investidor financeiro do clube (veja entrevista completa no vídeo)
- Trabalhei com mais de dez presidentes, mas chegou agora num momento que não tem mais como trabalhar. Não concordo com a forma que o Gaúcho está conduzido o momento do clube. Não quero de forma alguma criticar, acho que ele tem seus méritos, mas as coisas não podem ser resolvidas da forma que ele pensa. Estou saindo de cabeça erguida. Inclusive, conversei com ele, expliquei os meus motivos. Mas não posso concordar com o que a CBF fez com o VEC, cortando o poder de registros depois que começou a competição. Isso realmente foi humilhante para o Vilhena Esporte Clube. As coisas vão chegando a um certo ponto que você vê que não tem mais como ajudar. E também estava me sentindo mal. Sempre fui um diretor de futebol atuante. Não tenho poder nenhum de decisão... Eu estava me sentindo inútil, na verdade - desabafa o ex-diretor.
PUNIÇÃO

Caso o Vilhena abandone a competição poderá ser punido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Regulamento Geral das Competições prevê, no artigo 58, "se uma equipe abandonar uma competição ficará automaticamente suspensa durante dois (2) anos de qualquer outra competição coordenada pela CBF". Já no parágrafo primeiro do artigo 59 do mesmo, fala que "se o abandono ocorrer apenas nas três (3) últimas rodadas, as partidas correspondentes serão consideradas perdidas à semelhança dos casos de não comparecimento do clube a campo, prevalecendo os demais resultados".

Já o Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê no artigo 204 prevê a multa de R$ 100 até R$ 100 mil para o time que abandonar um campeonato após o início.
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo

Série D: presidente do Vilhena diz que clube fecha, mas elenco não quer


Nessa segunda, time rondoniense é impedido de treinar por Dalanhol; diretor anuncia saída, mas jogadores e técnico, mesmo sem receberem, insistem em cumprir tabela.


No caminho em busca do acesso à terceira divisão, o Vilhena vem deixando marcas que confirmam a distância entre sonho e realidade. O clube do interior de Rondônia trilha  calvário que parece não ter fim. Dono de glórias recentes como cinco títulos estaduais, participações seguidas em Copa Verde e Copa do Brasil, acostumado a ter torcida rondoniense apaixonada, o Lobo do Cerrado respira a conta-gotas na Série D do Campeonato Brasileiro. Projetado como o ano das conquistas, 2015 revelou-se o inferno-astral. Sem patrocínio, salários atrasaram, jogadores largaram o time, e quem resolveu seguir no clube, por amor ao escudo, encontra-se no limite. Para piorar, na última segunda-feira (24), o presidente José Carlos Dalanhol mandou fechar as portas e cancelou o treino da tarde após o elenco ter feito atividade pela manhã à revelia do dirigente. Em decisão surpreendente, mesmo com salários atrasados - em média, três meses -, os atletas revelaram desejo de continuar até o fim da competição.  A CBF, até o momento, não recebeu comunicado da direção do Vilhena.

- Está difícil. Fomos surpreendidos hoje. O nosso presidente resolveu fechar o clube. Não sei o que passou pela cabeça dele. De manhã já não era para a equipe treinar. Tínhamos uniforme e conseguimos treinar contra a vontade dele. Ele não queria que treinássemos. Eu estou tentando de todas as maneiras, pela tradição do Vilhena, pelo amor que tenho aqui pela cidade, estava tentando fazer com que sobrevivesse e porque temos reais chances de classificação ainda... E eu estava treinando, mesmo com todas as dificuldades. Todo mundo sabe, já estava começando a faltar coisas, em termo de alimentação. Com todas as dificuldades, estávamos fazendo um campeonato bom, não passamos vergonha em nenhum jogo. Todos os jogos jogamos de igual para igual, mesmo com 12, 13 jogadores, alguns sem reserva. Aí, à tarde viemos treinar, o vestiário fechado, levaram todo o material, as bolas, tudo. Fomos impedidos de treinar. Então, a gente está dando esta entrevista, abismado. Porque eu já vi o funcionário fazer greve, agora o patrão fazer greve... Acho que é a primeira vez que acontece na minha vida em 43 anos de futebol – afirmou o treinador Marcos Birigui no estádio Portal da Amazônia.
 Fomos impedidos de treinar. Então, a gente está dando esta entrevista, abismado. Porque eu já vi o funcionário fazer greve, agora o patrão fazer greve! Acho que é a primeira vez que acontece na minha vida em 43 anos de futebol"
Birigui, treinador
Além de fechar as portas, o Vilhena ainda perdeu o diretor de futebol nesta segunda-feira. José Natal Pimenta Jacob enviou ofício ao presidente do clube informando o afastamento definitivo da função. No documento, não esclarece os motivos e pede que seja feita a alteração nos órgãos competentes. Procurado, o presidente do clube não quis se pronunciar a respeito do assunto, mas disse que mandou fechar as portas e que os jogadores estão insistindo em treinar. A Federação Rondoniense de Futebol não recebeu nenhum documento do time desistindo da Série D. A CBF informou, por email, não ter sido comunicada oficialmente sobre o assunto.
- O time eu mandei fechar. Vão acabar todos os profissionais de Rondônia por causa da imprensa. Eu mandei fechar, eles estão teimando, mandei-os parar de treinar. Amanhã eu fecho - disse, ainda na segunda-feira, o presidente José Carlos Dalanhol.
Antes de anunciar o fechamento do clube, José Carlos Dalanhol, o Gaúcho do Milho, começou a enfrentar outros problemas. Entre eles, a saída de 12 jogadores, técnico e auxiliar que acionaram a Justiça do Trabalho para receber salários atrasados, entre outros direitos. O montante gira em torno de R$ 500 mil. Os jogadores ainda denunciaram maus-tratos.
O caso, no entanto, não é isolado. Há uma semana, duas ex-cozinheiras do clube registraram  boletim de ocorrência contra o presidente, que por mensagem telefônica ameaçou jogar água quente nas funcionárias.
SÉRIE D
Vilhena está com elenco reduzido para enfrentar o Rio Branco-AC, pela Série D (Foto: Dennis Weber)Vilhena está com elenco reduzido para enfrentar o Rio Branco-AC, pela Série D (Foto: Dennis Weber)
Segundo a tabela do Brasileiro da Série D, o Vilhena enfrentaria no próximo domingo o Náutico-RR, em Roraima. Em seguida, receberia o Nacional-AM e encerraria a primeira fase da competição contra o Remo, no Pará. Com cinco pontos e na terceira colocação, o time ainda sonha com a classificação. Mas, além dos problemas com a falta de jogadores para compor o plantel, agora o time não pode treinar. Segundo o técnico Birigui, o anúncio do fechamento do clube foi feito por telefone, e uma reunião ocorreria na tarde dessa segunda-feira com os atletas que decidiram permanecer.
- Estamos prontos para defender o Vilhena, mesmo sem salário, para fazer esses três jogos, pelo menos para terminar com dignidade, não fechar o Campeonato Brasileiro. E depois tem os problemas que vão acarretar essa desistência aí. Multas, vai ficar fora de competição nacional por muito tempo, e a torcida do Vilhena é muito apaixonada. Eu vivi momentos maravilhosos aqui dentro. Não queria que terminasse dessa maneira, eu vou brigar, vou lutar. Vou sair agora no comércio, com o chapéu na mão, pedindo para ver se alguém pode nos ajudar - disse Birigui.
O time tem cinco pontos e está atrás do Rio Branco, que tem 11. Birigui acredita ser possível ganhar do Náutico-RR fora de casa e do Nacional-AM no Portal da Amazônia.
- Nós estamos aqui prontos, os jogadores estão prontos para trabalhar. Para ele o time fechou e desistiu da Série D, mas para os jogadores não, e nem para a comissão técnica. Estamos tentando ainda fazer com que o Vilhena continue, mas nós precisamos de respaldo. Amanhã à tarde está marcado o treinamento. Nós pelo menos vamos manter a nossa agenda. Não pode dizer que essa culpa será dos jogadores e da comissão, estamos prontos aqui para trabalhar, é só ter uma ajuda. Tomara que essa ajuda venha, porque está ficando até meio ruim, eu nunca tinha passado por isso em 43 anos de futebol profissional - desabafou.
CASO COZINHEIRAS
Mensagem telefônica do presidente do Vilhena para as ex-cozinheiras do time (Foto: Eliete Marques)Mensagem telefônica do presidente do Vilhena para as ex-cozinheiras do time (Foto: Eliete Marques)
No dia 18 de agosto, Alice Porfirio Velozo, de 41 anos, e Márcia Verônica Nascimento, de 29, duas ex-cozinheiras do VEC, registraram boletim de ocorrência contra Carlos Dalanhol. A ocorrência teria sido motivada porque ele ameaçou jogar água quente contra elas se continuassem a cobrar os salários atrasados. As duas contam que as carteiras de trabalho não foram assinadas e que decidiram parar de trabalhar em virtude dos atrasos. A ameaça teria acontecido no mês passado, mas só tiveram coragem para denunciar agora.
- Foi quando a gente resolveu parar e conversar com ele. Porque toda vez ele fugia. A gente pedia para ir lá na casa (alojamento) e ele já chegava lá gritando, já com ignorância. Ele disse que a gente podia correr atrás dos direitos, pois ele não ia pagar. Insistimos, porque precisávamos. Pago aluguel, tenho duas crianças. Ele falou que se a gente voltasse lá, ia queimar a gente com água ou gordura quente. Que não era para cobrar mais dele – contou Marcia.
Alice mostra que ainda recebeu um recado pelo celular, reiterando a ameaça. Depois de tentar várias vezes, as mulheres afirmaram ter recebido parte dos salários, mas o presidente ainda deveria a elas. As duas também procuraram a Justiça do Trabalho.
- Tenho que receber R$ 1.120. É mixaria, mas ralei muito na beira do fogão. Ele humilha as pessoas, tira um barato da sua cara, e isso não é justo – disse Alice.
Por telefone, Gaúcho enfatizou que a mensagem no telefone foi uma brincadeira e não quis comentar sobre o registro policial.
BLOQUEIO NA CBF


O atraso de salário, ainda durante o campeonato estadual, levou técnico, auxiliar e pelo menos 12 jogadores a acionarem a Justiça do Trabalho para receber direitos, além de alegar maus-tratos. A dívida com os ex-atletas, segundo a Federação Nacional do Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), gira em torno de R$ 500 mil. O clube não informa os valores. E por conta da denúncia, pela segunda vez somente este ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bloqueou o sistema de registro e movimentação de atletas do time rondoniense, como uma forma de obrigar a agremiação a liquidar as dívidas com os atletas.

DALANHOL


Márcio Bittencout e Dalanhol (Foto: Vilhena/Divulgação)Márcio Bittencout e Dalanhol (Foto: Vilhena/Divulgação)
José Carlos Dalanhol assumiu a presidência do Vilhena Esporte Clube em 2009. O time era bicampeão estadual. Em 2013,Anderson Bulhosa assumiu o comando do clube, mas o ex-presidente continuou apitando. Com título estadual de 2014, vaga na Copa São Paulo de Juniores, Copa Verde e Copa do Brasil, o presidente sonhava com um ano de glória. Levou o time-base para treinar num CT no interior de São Paulo, mas foi eliminado na primeira fase da Copinha. 
Na volta para casa, contratou o ex-Corinthians Márcio Bittencourt. Na Copa Verde e Copa do Brasil também foi eliminado na primeira fase. No Campeonato Rondoniense, o time conquistou o primeiro turno, garantindo a vaga na Série D, mas o returno não foi dos melhores. Os problemas salariais começaram, e o técnico pediu demissão.Naquele momento começava a ruína da toca do Lobo. Perdeu o returno do estadual e ainda o título.
Já na Série D, o time começou a enfrentar a saída dos jogadores que cobravam salários atrasados. Com medo das ameaças do presidente, eles resolveram fugir da cidade, mas denunciaram o caso ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho e Emprego.  A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) comunicou o fato à CBF, que agora puniu o clube bloqueando o cadastro de novos jogadores. Com isso, o plantel do time está reduzido e tem apenas 13 atletas na disputa. Por duas vezes, o time foi a campo sem reservas. Para ajudar a angariar fundos, o clube realizou um festival de pesca no último domingo, mas não informou quanto foi arrecadado. Segundo alguns atletas que estiveram presentes ao evento, a população compareceu em grande número.
TORCIDA


A insatisfação não é só dos integrantes do Vilhena que estão com os salários atrasados, mas também da torcida, que no fim de junho lançou campanha nas redes sociais para que o atual presidente da agremiação, Carlos Dalanhol, renuncie à posição que ocupa no clube.  

Uma imagem compartilhada na internet com os seguintes dizeres "Gaúcho, você não me representa, sou torcedor do VEC e não aguento mais sua má administração, salários atrasados, jogadores passando necessidades, contas atrasadas, etc... Renuncie Já!". Até uma hashtag foi criada: #ForaGauchodoMilho. Segundo Cimá Freitas, um dos torcedores que participam da campanha, a ação tem como objetivo sensibilizar a população sobre a situação que os jogadores do time estão passando, em referência à falta de pagamentos. O presidente não fala em renúncia.
26 agosto 2015
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo
19 agosto 2015
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo

"Não aguentava mais", diz Edilsinho sobre partida sem jogadores reservas


Vilhena enfrentou o Rio Branco-AC no último domingo apenas com os jogadores titulares. Edilsinho foi o autor do gol de empate na sexta rodada da Série D.


Autor de empate do Vilhena na partida contra o Rio Branco-AC, no último domingo, no estádio Portal da Amazônia, o meia Edilsinho considerou o resultado positivo, mas afirma que sentiu falta de um banco de reservas para a equipe. Com Dourado e Vinícius suspenso, Lucas Andrade lesionado, o Lobo do Cerrado foi ao jogo apenas com os 11 titulares.
- Fizemos um grande jogo. Mas sem ninguém para pode entrar... A gente precisa de um fôlego. No final mesmo, eu não aguentava mais. Mas, fizemos um grande jogo, graças a Deus criamos oportunidades – descreveu Edilsinho.
Homem de fé, o meia garante que mesmo diante de inúmeros problemas, que chegam inclusive ao campo, o time tinha obrigação de mostrar um bom futebol diante do adversário e também para os poucos torcedores que compareceram ao estádio Portal da Amazônia.
- Independente das dificuldades, em nome de Jesus a gente não vai passar vergonha nesse campeonato. Porque Deus é com nosso grupo e vocês puderam ver um grande jogo e a torcida que veio pôde apreciar um bom jogo – finalizou.
18 agosto 2015
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo

Série D: dois gols e chuva de erros marcam jogo do Vilhena na 6ª rodada


Confronto com o Rio Branco-AC foi realizado no Portal da Amazônia na noite último domingo. Edilsinho e Cucaú marcaram. João Victor e Souza perderam. Final 2 x 2.


Quando Vilhena colocou em campo todo o elenco disponível para a partida contra o Rio Branco-AC, a esperança era de doação. Mas, os protagonistas da história... Os 11 escalados, diga-se de passagem, não havia outra opção, queriam mais. Eles desejavam a vitória na sexta rodada do Campeonato Brasileiro Série D. E foi por pouco, muito pouco que ela escapou. Na verdade, por um detalhe chamado finalização.
Se o empate por 2 a 2 não foi tão ruim, a atuação ficou aquém do que a torcida, apesar de pequena, está acostumada a prestigiar. E sem ter a quem recorrer, o Lobo encontrou forças, primeiro com Cucaú e depois com Edilsinho. E teve mais chances com o meia João Victor e o atacante Souza, mas a dupla não estava num bom dia e perdeu diversas chances de aumentar o placar e conquistar os tão necessários três pontos.
Vilhena e Rio Branco-AC no Portal da Amazônia (Foto: Dennis Weber)Vilhena e Rio Branco-AC no Portal da Amazônia (Foto: Dennis Weber)
Sem poder inscrever novos atletas devido as dívidas, o Vilhena foi para o jogo com apenas um dos goleiros no banco de reservas. Sem chance de substituição, o técnico Birigui teve que recorrer ao jovem meia João Victor, de 16 anos, que em parceira com o atacante Souza se perderem em campo. 
Além dos tradicionais erros de passe, as finalizações pareceram não ser o forte da dupla no dia. João teve duas oportunidades. Com a bola nos pés e sem resistência na defesa, conseguiu chutar para fora. O mesmo ocorreu com Souza. Mesmo mais experiente, ficou de cara com um gol sem goleiro, mas a bola parecia não querer entrar. Em outro momento, recebeu um passe de Portela mas estava distraído e deixou a bola encontrar alguém mais bem disposto.
Dos lances perdidos pouco mais da metade foram protagonizados pelo meia e o atacante. Com dois jogadores suspensos e um no departamento médico, o Vilhena terá um final de semana de folga para se recuperar e tentar se ajustar antes do próximo duelo. Na terceira posição da tabela, está cinco ponto abaixo do líder e três abaixo do Rio Branco. O Lobo ainda disputa três jogos na primeira fase do Brasileirão e o próximo desafio é contra o Náutico-RR, no dia 30 de agosto no estádio Raimundo Ribeiro.
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo

Vilhena empata com Rio Branco-AC por 2 a 2 e vê sonho da Série C longe


Cucaú e Edilsinho marcaram para o Lobo do Cerrado. Evandro Russo converteu duas vezes e manteve o Estrelão do Acre na vice-liderança no grupo A1, da Série D.


Apesar de jogar em casa, o clima era de tensão no Vilhena. Sem reservas, o técnico Marcos Birigui colocou em campo o que tinha para enfrentar o Rio Branco-AC, que chegou como se fosse o dono da casa. Na arquibancada, os poucos torcedores que acompanharam o Estrelão do Acre, ditavam o ritmo. Dentro de campo, passes errados, chutes sem rumo, e pouca criatividade. As chances até apareceram para os dois lados. Mas, pelo Lobo do Cerrado, Souza e o jovem João Victor, de apenas 16 anos, não estavam inspirados. Brilhou a estrela de Cucaú e Edilsinho. Pelo Acre, Evandro Russo deixou sua marca duas vezes, e arrancou um empate, mesmo com um a menos, o que mantém o time acreano na segunda colocação do grupo A1 do Brasileirão Série D.
Desacreditado pela torcida, o Vilhena foi apenas com o goleiro Juliano no banco de reservas. E o técnico nem pensou em utilizá-lo. Já o Alvirrubro viu a oportunidade e vencer. Até teve, mas desperdiçou quando, já no segundo tempo, o goleiro aceitou o chute sem potência de Edilsinho. O placar final ficou em 2 a 2.
Implorando crédito
Com o apito sob o comando do árbitro goiano Osimar Junior, a partida teve início às 18h30. Precisando dos pontos e de uma vitória que trouxesse de volta a credibilidade, o Vilhena começou explorando o ataque, mas com inúmeros erros de passe. O que foi bem aproveitado pelo Rio Branco-AC. Tanto que aos 10 minutos, Carciano só foi parado pelo goleiro Wagner foi eficiente e segurou o chute do capitão acreano.
Vilhena e Rio Branco-AC no Portal da Amazônia (Foto: Dennis Weber)Vilhena e Rio Branco-AC no Portal da Amazônia (Foto: Dennis Weber)
Empolgado, mas também zicado, Souza tentou um chute em direção a um gol, sem goleiro. A bola foi alta demais e o VEC perdeu a chance de abrir. No entanto, a segunda não viria tão tarde assim e aos 23 minutos Cucaú abriu o placar. O Alvirrubro seguiu o exemplo. Aos 28 minutos Russo, em um chute da lateral, tirou tinta do travessão e mandou a bola para fora. No minuto seguinte o camisa 7 fez uma nova tentativa e empatou o jogo em 1 a 1. O Rio Branco seguiu explorando os contra-ataques atrás de uma nova oportunidade.
Vilhena e Rio Branco-AC no Portal da Amazônia (Foto: Dennis Weber)Vilhena e Rio Branco-AC no Portal da Amazônia (Foto: Dennis Weber)
Sem maturidade
De volta ao campo, o segundo tempo foi um espelho do primeiro. Sem criatividade, o jogo começou a ficar mais faltoso. Jean foi expulso por após levar o segundo amarelo, por reclamação. Pelo Vilhena, Edilsinho bateu para o Portela, a bola bateu em Souza que, distraído, perdeu a chance de dar sequência a jogada. Já o Rio Branco aproveitando as falhas do time rondoniense deu vários chutes a gol, todos mal sucedidos. Fora da pequena área, Evandro Russo chutou e deixou o goleiro Wagner sem chance de defesa. Aos 26 minutos, o Lobo viu o Rio Branco virar o placar.
O Vilhena tentou se recuperar. Da base, o jogador de 16 anos João Victor ficou de frente com o goleiro, tentou um empate mas perdeu uma das melhores oportunidades do VEC no segundo tempo. Perto do final da partida os ânimos do Vilhena aumentaram e, de esquerda, Edilsinho mandou a bola para o fundo da rede de Ricardo Vilar e conseguiu o empate aos 43 minutos. No restante da partida o Rio Branco tentou virar o jogo, mas os três minutos de acréscimos não foram o suficiente e a disputa terminou com o placar em 2 a 2.
17 agosto 2015
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo

Vilhena atrasa meio milhão em salários e é impedido de registrar novos atletas


Ex-jogadores do clube recorreram à Justiça para receber salários atrasados antes do início da Série D. CBF bloqueou o acesso do clube ao sistema de registro de atletas.


O Vilhena passa por uma crise financeira há pelo menos quatro meses. O atraso de salário, ainda durante o campeonato estadual, levou técnico, auxiliar e pelo menos 12 jogadores a acionarem a Justiça do Trabalho para receber direitos, além de alegar maus tratos. A dívida com os ex-atletas, segundo a Federação Nacional do Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), gira em torno de R$ 500 mil. O clube não informa os valores. Agora, em meio ao Campeonato Brasileiro Série D, a inadimplência continua, com o antigo e atual elenco. E, pela segunda vez somente este ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bloqueou o sistema de registro e movimentação de atletas do time rondoniense, gerando uma plantel reduzido para seguir na competição.
Vilhena treina para Série D (Foto: Dennis Weber)Vilhena tem elenco reduzido na Série D (Foto: Dennis Weber)
Na última quarta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bloqueou o acesso do time ao sistema de registros da entidade, como uma forma de obrigar a agremiação a liquidar as dívidas com os atletas. Segundo a CBF, esta é uma medida administrativa e que já foi utilizada com o próprio Vilhena e com o Guarani, no início deste ano. No caso do Guarani, o bloqueio foi gerado pela falta de pagamento da arbitragem.
Com a impossibilidade de movimentar o sistema, a intenção de contratar um substituto do atacante Cabixi e mais reforços para ajudar na briga pelo acesso à Série C, foi frustrada. Segundo o diretor de futebol do clube, José Natal, o time não conseguiu reforçar o time com os ex-jogadores do Genus Fernandinho, João Pedro e Guarate, e deve utilizar os jogadores da base. O dirigente garante que pretende sanar o problema até esta quinta-feira, por conta do duelo contra o Rio Branco-AC, no próximo domingo, no Portal da Amazônia. 
- Caso a gente não consiga contratá-los, iremos processar a CBF, porque eles estão julgando a gente sem nos dar o direito de nos defender - ameaça Natal.
É bom dizer que continuam todos os nossos problemas financeiros"
Birigui, treinador
 Por email, a CBF informou que a "recebeu denúncia da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, dando conta do atraso de salários de 12 jogadores do Vilhena Esporte Clube, de Rondônia. Foi feita uma apuração sobre o caso, com a comprovação dessas informações. Frente a este cenário, o clube teve bloqueado o seu acesso ao sistema de registro da CBF. Assim que regularizar a situação e comprovar junto à CBF, o Vilhena terá seu acesso, novamente, liberado"
Por telefone, a Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER) informou que a entidade tentou ajudar o Vilhena, solicitando o desbloqueio, caso que só ocorreu antes do início da Série D. Desta vez, a CBF, por meio do departamento jurídico informou que não é possível.
- O Natal até procurou o Ministério do Trabalho para tentar negociar, mas o processo ainda não caminhou. Ele disse que foi informado haver uma ordem cronológica, e por isso, o clube ainda não foi citado e não tem como fazer defesa e nem fazer depósito em juízo. A federação tentou ajudar o filiado, mas desta vez não conseguiu êxito - explicou José Luiz, diretor de registros da FFER e secretário do TJD-RO.
O GloboEsporte.com tentou contato com o diretor de futebol na tarde desta quinta-feira, mas não obteve êxito.
A DENÚNCIA

Pentacampeão rondoniense, o Vilhena precisava apenas de uma vitória simples para conquistar o hexa. Seria o terceiro título consecutivo. Mas a crise financeira abalou a estrutura do time, que conquistou apenas a vaga na Série D. À época, um grupo de 12 jogadores recorreu à Justiça para cobrar salários atrasados e direitos trabalhistas, além de denunciar maus tratos e ameaças por parte do dirigente do VEC, Carlos Dalanhol. A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) comunicou o fato à CBF, que agora puniu o clube.
Segundo Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), o valor que o clube deve aos jogadorse gira em torno de R$ 350 mil e do treinador e assistente R$ 150 mil. A folha de pagamento do clube, segundo a Fenapaf, não ultrapassa R$ 50 mil.
SÉRIE D

José Natal, diretor de futebol do Vilhena (Foto: Jonatas Boni/G1)José Natal, diretor de futebol do Vilhena (Foto: Jonatas Boni/G1)
O Vilhena chegou à Série D após conquistar o primeiro turno do Campeonato Rondoiense. No entanto, com um grupo reduzido, os jogadores continuam sem receber os salários. Os dirigentes, jogadores e comissão técnica confirmam o atraso de, pelo menos, três meses. No entanto, os atletas não falam de valores e nem fazem denúncias formais. 
O técnico Marcos Birigui, antes da viagem para a capital acreana, onde enfrentou o Rio Branco-AC, confirmou o atraso.
- É bom dizer que continuam todos os nossos problemas financeiros. Jogadores sem receber por mais de três meses. Não está fácil. Mas são jogadores que eu gosto de dirigir porque são profissionais. Eles não trazem para campo isso. Cobram fora do gramado, a gente cobra uma participação maior da cidade, não está se envolvendo com o Vilhena. Em campo, nos treinamentos, os jogadores têm feito tudo que a gente pede - disse o treinador à época.
Porém, se algum dos atletas formalizar a denúncia, o clube corre o risco de perder pontos na competição. O artigo 21 do Regulamento Específico da Competição da Série D 2015, prevê que se um clube estiver em atraso, por mais de 30 dias, com os salários e recolhimentos de previdência e FGTS, o clube corre o risco de perder pontos.
Por email, a CBF esclareceu que este ano, "incluiu nos regulamentos o Fair Play Financeiro, que abre a possibilidade de punição ao clube que atrasar os salários. Os prejudicados fazem a denúncia ao STJD e o clube tem um prazo para regularizar. Se não cumprir, pode perder pontos".
14 agosto 2015
Editado por Patricky Gabriel Sarturi, Postado por: Pedro Tozzo
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